domingo, 18 de setembro de 2011

QUERO PERMANECER FIEL A SÃ DOUTRINA!


2 Timóteo 4 (Almeida Revisada Imprensa Bíblica)

1.    Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino;
2.    prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.
3.    Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos,
4.    e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.

Não sei se “o povo que se chama pelo nome do Senhor” (paráfrase minha) está percebendo uma mudança que de forma gritante, tem tomado de assalto àqueles que não estão bem preparados para este tempo que se chama hoje. Isso tudo não está mais nas entrelinhas de um leve sincretismo com o mundo, mas exibe-se escancarado em muitas plataformas ditas evangélicas e tem atraído os adoradores do ter e não querem ser dependentes das verdades que apontam para o seu próprio coração. Quem hoje quer ouvir admoestações, repreensões e exortações que confrontam o submundo do “eu” e não afagam o ego insistente em desejar algo que satisfaça a sua própria vontade, que persiste em ver a sã doutrina “moldando-se” para justificar o seu pecado? Quem hoje está disposto a dizer: “estou errado e preciso mudar?” quando algumas igrejas dizem: Não precisa, só queremos teu dízimo, tua oferta, e aqui você poderá ter todas as regalias e atrativos que você não pode ter outras igrejas. No verso quatro do texto acima, o apóstolo Paulo aconselha ao jovem Pastor Timóteo sobre este tempo. As pessoas tem se aglomerado para dissecar o que Deus tem para dar, mas não querem extrair de si mesmos os pecados que já são domésticos demais para serem questionados. Podemos ouvir o clamor: “Queremos um líder que atenda as nossas necessidades e não precise ser profeta, mas que faça o que nos agrade. Podemos lhe dar um ótimo salário, só não interfira em nossas vidas!”. Quando não é assim, também surgem os líderes que se aproveitam da ignorância dos que não querem conhecer a um Jesus ressurreto e vivo em uma experiência pessoal com Ele, e passam a depender de tudo o que os falsos profetas vomitam sobre eles. Em Mateus 16: 24-26 está escrito: “Então disse Jesus aos seus discípulos: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me; pois, quem quiser salvar a sua vida por amor de mim perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em troca da sua vida?”. Você está disposto a seguir a Jesus, então se prepare para o confronto com seus valores pessoais, refletindo sobre o que realmente precisa mudar e estar disposto para uma mudança radical em sua vida. A verdadeira mudança começa de dentro para fora. Não dê ouvidos a estelionatários da fé, mas leia a Palavra de Deus e confronte com o que você está ouvindo. Assim esse Jesus que conhece o teu coração vai te abençoar.

Pr. Kelner A. Queiroz

terça-feira, 8 de março de 2011

EU AINDA ACREDITO EM PESSOAS

Eu aprendi a não desistir em crer nas pessoas, e até tenho escrito sobre isto e prego a respeito. Não fui muito beneficiado com pela ingenuidade ou coisa parecida, mas não renunciei ao que chamo de valores imutáveis em minha vida, por isso apanhei muito na vida, nas comunidades em que convivi e até com pessoas próximas em quem coloquei minha confiança. Agora sei que nada disso foi em vão, mesmo quando a situação persiste, pois O Senhor está interessado em meu caráter. Continue acreditando em pessoas, pois talvez as pessoas sejam mudadas em função da nossa sinceridade. Em meio à multidão, tenho encontrado pessoas em que vale a pena investir, e pessoas que carecem do nosso perdão e misericórdia, até mesmo aqueles que nos ofenderam, abandonaram ou decepcionaram. O que importa agora é levantar a cabeça e crer que O Cabeça, Jesus Cristo, ressurreto e vivo, Esse, nos apóia, alenta, consola e nos dá motivos para crer que vale a pena sim continuar acreditando.

Romanos 11:1-4

1 Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
2  Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura refere a respeito de Elias, como insta perante Deus contra Israel, dizendo:
3  Senhor, mataram os teus profetas, arrasaram os teus altares, e só eu fiquei, e procuram tirar-me a vida.
4  Que lhe disse, porém, a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal.

Existem pessoas que crêem como nós cremos,
existem pessoas que precisam de pessoas como nós, e
pessoas que crêem assim, podem ser agentes de transformação para pessoas que não crêem como nós.

Um abraço,

Pr. Kelner A. Queiroz

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

VELHAS PROMESSAS PARA O ANO NOVO OU NOVAS PROMESSAS PARA UMA VIDA VELHA

Demorei um pouco para escrever mais esta postagem, pois estava um pouco confuso quanto ao que costumamos fazer nesta época: promessas para o ano novo! Não quero fazer compromisso de tolo ou algum voto que não venha a cumprir, pois posso estar fazendo promessas novas e continuar com a velha vida, ou refazer velhas promessas para o ano novo. Verificando a passagem bíblica em Tiago 4:13-15

“Eia agora vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Por que, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isso ou aquilo”

Somos contumazes em fazer promessas vazias, amorfas, sem substância e muitas vezes mentirosas. Isso nos coloca diante da determinação divina: “Seja o vosso falar sim, sim; não, não! Pois o que passa disto é de procedência maligna” Como posso viver diante de Deus, de cabeça erguida diante daquilo que falo, se somos tendenciosos ao esquecimento e à mentira. Por mais banal que pareça uma promessa de ano novo, ou mesmo porque esteja culturalmente ligado a uma prática em que muitos dizem: Isso é pura bobagem, nossos filhos vêem e ouvem tudo o que fazemos e deixamos de cumprir, também nossos vizinhos, colegas de trabalho, pessoas que conhecemos, etc. Não, não é bobagem fazer promessas de ano novo, mesmo porque o primeiro alvo delas é o coração de Deus. Ele considera nossas palavras como verdades e o entristecemos todas as vezes que falhamos neste ponto. Daí as palavras em Tiago que afirmam: “em lugar disso deveríamos dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isso ou aquilo”

Não, não quero prometer algo que não irei nem apenas tentar cumprir, não vou empenhar a minha palavra em algo que venha descaracterizar o caráter de Cristo em minha vida, mas também não posso deixar de fazer o que Ele me ordenou porque talvez não cumpra. Esse é um problema de caráter que Ele quer tratar em minha vida. Minha capacidade de fazer a vontade dEle mostra o quanto estou comprometido com o que fez por minha vida. Ao mesmo tempo em que não devo me comprometer com promessas vãs, eu preciso obedecê-lo mostrando com minhas palavras e atitudes o que Deus significa para mim. Então o que eu falar, vou cumprir, mas se perceber que não vou poder fazê-lo então não falarei, mas pedirei ao Senhor que ajude a transformar-me nesta área.

O objetivo não é parar de comprometer-se com o que precisamos fazer, mas sermos fiéis em nosso procedimento, pois Deus se agrada de pessoas sinceras e corretas. Se esta prática revela um problema no nosso caráter, Ele nos revela o ponto certo a ser trabalhado. Ele quer forjar em nossa vida a própria vida de Jesus em suas palavras e atitudes. Então quanto aos seus planos, comece com o conselho do apóstolo Tiago: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isso ou aquilo”.

Que o seu ano novo seja repleto de vitórias a partir de cada palavra que saiu da sua boca, do seu comprometimento com o caráter de Jesus e de transformações na sua vida.

Um abraço,

Pr. Kelner Alcântara Queiroz

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

VERDADES SOBRE O NATAL

Achei interessante a abordagem desse vídeo sobre o Natal. É um cordel muito bem elaborado e com certeza voce vai reavaliar o significado deste acontecimento. Aproveito par desejar Um Ano Novo de Vitórias para a sua vida. Deus abençoe voces.

Pr. Kelner, Mircia e Samuel

Veja o Vídeo:

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

COMO PERDER UM AMIGO

“Não ponhas muito os pés na casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e passe a te odiar.” (Provérbios 25:17)

É muito fácil perder aqueles a quem amamos quando não respeitamos (consciente ou inconscientemente) os limites que existem para cada relacionamento. Amizade é coisa muito séria, e para cultivá-la dentro dos padrões da confiança mútua requer tempo e dedicação. É tão gostoso podermos abrir nosso coração e ter conosco pessoas que podem nos aconselhar nos deixando tranqüilos em relação a segredos e intimidades. Quem tem um(a) amigo(a) companheiro(a), tem um irmão(irmã) de verdade, pois no sentimento da amizade verdadeira não há interesses pessoais ou sentimentais, mas amor (ágape) puro, que vem do coração de Deus. Dentro desse contexto que agrada a Deus (a amizade), importantíssima para a expansão do Reino de Deus e de uma igreja pura, existem regras divinas que fazem perpetuar os melhores relacionamentos, e conseqüentemente precisam de cuidados, pois satanás estará presente, procurando um descuido para fazer ruir todo o investimento que você fez nesta área.

Em primeiro lugar evite estar na intimidade do (a) seu (sua) amigo (a) o tempo todo. A passagem que abre a matéria é muito esclarecedora: “Não ponhas muito os pés na casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e passe a te odiar.” (Provérbios 25:17) Quem não se aborrece quando sua intimidade é freqüentemente invadida, invalidando momentos importantes na manutenção do relacionamento na família? Existe uma frase antiga, que tem sua origem na tradição oral e  no seu conteúdo carrega uma grande verdade: “A amizade quando é muito fina, pode se romper.” Estar ou participar da intimidade de um(a) amigo(a) é uma bênção quando solicitado. “Amigo é pra essas coisas”, costumamos falar, mas na hora certa e pelas razões certas. Manter uma neutralidade não é esquivar-se de ajudar, mas é prudente ser “o amigo da hora certa”, aquele que não importuna, que é sempre bem vindo. Esse terá liberdade em falar “verdades” que só um amigo verdadeiro pode falar.

Em segundo lugar não se envolva em seus assuntos se não for convidado. Há muito mais honra e valorização de uma amizade sadia quando conhecemos nosso lugar. Se formos “intrometidos” estaremos quebrando um elo importantíssimo do respeito mútuo e na maioria das vezes afastamos com essa atitude pessoas que fazem parte da nossa história. “Mas, quando fores convidado, vai, e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa.” (Lucas 14:10). Saber esperar e manter-se à margem de assuntos dos amigos é prova de amizade. Ser convidado a ajudar é o momento propício dado por Deus, e a prova que seu amigo precisa de você e lhe ama o suficiente para confiar sua própria vida. Está escrito: “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.” (Provérbios 17:17)

Em terceiro lugar, não mantenha sua amizade por interesses. Muitas pessoas tem o péssimo hábito em criar uma certa dependência a pessoas que as têm como amigos de verdade. Este tipo de amizade dura até que a pessoa perceba que está sendo subtraída em favores, e que esta é a real intenção do relacionamento. Está escrito: “Muitos se deixam acomodar pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes.” (Provérbios 19:6) A amizade pura não está acompanhada de inveja, hipocrisia ou qualquer outro sentimento danoso. Na verdade, o amigo verdadeiro está junto para o que der e vier, em qualquer momento por causa de laços divinos. Em Provérbios 22:11, está escrito: “O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, será amigo do rei.” É do coração sincero que nasce a verdadeira amizade. Procure manter seus relacionamentos na base da pureza e fidelidade, não precisa de mais nenhum ingrediente.

Só pra finalizar, você tem conseguido manter seus relacionamentos? Eles são duradouros ou você tem tido dificuldades nesta área?  Deus tem amigos de verdade pra você, porque Ele te criou para vivenciar verdadeiros relacionamentos e quer que você ame-os incondicionalmente, do jeitinho que eles são. Mudanças acontecem a partir da confiança, verdade e amor que podem ser gerados a partir uma amizade bem equilibrada. O Senhor quer te usar nos relacionamentos que você tem, talvez precise que você também mude um pouquinho para que isso aconteça.

Pr. Kelner Alcântara Queiroz

domingo, 24 de outubro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A ARTE DE SE DEFENDER

Às vezes eu me pergunto: ao que nos mantêm vivos? O que nos sustenta em tremendas lutas que parecem tão intransponíveis? Em nossa frágil existência, conseqüência do pecado em Adão, muitas vezes tentamos nos defender com respostas duras, resultado das experiências que nos marcaram profundamente, deixando seqüelas na maioria das vezes “permanentes”. Carregamos em nossos lombos a autodefesa quando por vezes um pálio de desconfiança nos surpreende. Somos ouriços armados, alertas a qualquer sinal de perigo, temos sempre uma palavra na ponta da língua que, na maioria das vezes aponta para nossa sensibilidade à flor da pele. Vivemos também assim dentro das portas da nossa comunidade; afiados, alertas, e muitas vezes não contra satanás, mas contra nossos próprios irmãos. As experiências duras que passamos precisam ser diluídas ao sabor da Palavra de Deus. As pessoas que conhecemos e que estamos aprendendo a amar não precisam ser alvo de uma resposta rápida e sem reflexão. Em Provérbios 15:1 está escrito assim: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Precisamos deixar O Senhor trabalhar em nossas feridas. Devemos deixar O Senhor tratar essas seqüelas que outros deixaram em nós, primeiramente perdoando-os de todo o nosso coração, independentemente do que fizeram em nós, isso é bíblico, ou mesmo deixar Deus moldar o nosso temperamento como o barro é amassado pelo oleiro, até que chegue à forma que O Senhor deseja de nós. ( Jr. 18:1-6). Uma igreja sadia começar a tratar-se através de mudança de comportamento, no tratamento com o próximo e por fim deixando as ansiedades aos pés daquele que pode resolver todas as coisas.( 1 Pedro 5:7 “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”) Pense nisso: Uma palavra amiga pode colaborar para mudar toda uma história. Que seja a nossa história! Provérbios 25:15 Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda quebranta os ossos.

Pr. Kelner

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

NÃO PERCA TEMPO COM BOBAGENS

"Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?”  (Mateus 6:25-27)

Perdi muito tempo da minha vida pensando no que os outros pensavam ao meu respeito. Essa é uma grande brecha, um prato cheio para o inimigo das nossas almas. Quando você sempre espera que as pessoas vão te retribuir com o mesmo carinho ou a mesma presteza com que você agiu, ou mesmo quando você sabe que está sendo “queimado” por pessoas que coloca toda a sua confiança, e perde tempo preocupado com isto, está da mesma forma dando motivos para si mesmo embarcar em um estado emocional que não é nada motivador. Infelizmente alguns só percebem que entraram nesta arapuca, quando já estão tomando alguma medicação para dormir ou até mesmo precisando da ajuda de algum profissional para encontrar novamente a motivação perdida. Eu não havia entendido ainda a afirmação do Senhor Jesus quando falou: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 19:19b)

Não podemos excluir a falta de maturidade em nós quando nos sujeitamos a este tipo de dependência, algo que, em certo momento de nossas vidas nos atingiu, sem que soubéssemos resolver naquele instante, e isso ficou registrado em nosso inconsciente, de forma que, ao nos depararmos com uma situação semelhante, sem percebermos estamos repetindo todo o processo, dificultando assim a esperança da cura que tanto necessitamos. Amar a si mesmo é em si mesmo, aprender a lidar com os sentimentos, gerenciá-los e não permitir que eles nos machuquem, ou seja, não dar “bola” e seguir em frente.  Jesus nos mostra com palavras carinhosas “Não andeis ansiosos” ou “Não se preocupem”. Vivam a vida da maneira correta e não se perturbem com falsos amigos, fofoqueiros, mentirosos e não acrescentem o problema dos outros à sua vida. Jesus acrescenta: “Eu não cuido até dos passarinhos? (paráfrase minha) vou cuidar de você também.

Olha só, ainda dá tempo de você cuidar de si mesmo e valorizar a vida que Deus te deu. Você é importantíssimo para Jesus e tem muito valor. Tua cura se inicia quando não mais der ouvidos a estas bobagens e seguir em frente de maneira madura, sabendo valorizar-se e investindo em sua saúde espiritual e emocional.

Pr. Kelner Alcântara Queiroz

domingo, 5 de setembro de 2010

NEM UMA HORA?

João 4:23 "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem."

Nosso tema é bem sugestivo: É hora! Afinal de contas, é hora de que? O que nós queremos deste tema, ou, onde Deus quer trabalhar em nós! Este não é um assunto exclusivo da juventude, ou dos mais experientes na idade, não! É uma necessidade de toda a comunidade que afirma “adorar o Pai em espírito e em verdade”. Se pararmos para refletir, com um pouco de observação, entenderemos a urgência de acordar, resistir, e vencer. Desviamos nossa atenção para tantas coisas que nos afastam do nosso objetivo e muitas vezes o nosso envolvimento com estas coisas nos afastam totalmente da presença do Senhor. Esta bandeira: “É hora” também sugere, de maneira mais específica três pontos que iremos abordar nesta quinzena e em nosso retiro: de chegar junto (Não ser indiferente), de despertar e de permanecer resistindo contra tudo que se antepõe à uma vida cristã saudável. Na passagem definida para o evento, Jesus nos aponta uma realidade: “Mas a hora vem, e agora é...” A palavra “agora”, ou “já chegou” é definido como: neste tempo, o presente, já! Isto é Deus trata nossas mudanças como sendo de caráter imediato. Não posso ficar pensando em ter uma vida longe da Palavra de Deus e sua presença para no dia que eu achar propício mudar, ou como alguém já falou: Jesus não vai voltar tão cedo, pra que me preocupar com isto agora? Quero lembrar que o próprio Jesus disse: “Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis”.(Mt. 24:43-44) E hora de pensar em tudo isto. Em Apocalipse 3:3 somos advertidos: Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. “E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Uma vida santa diante do Senhor, poder ser até “ultrapassada” para alguns, mas nos levará à presença de Deus e à uma vida correta e pura.
É hora de despertar - Mateus 26:40 E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

COMUNHÃO NA COMUNIDADE CRISTÃ

João 7:20-21

20 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;
21 a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
A fim de que todos sejam um...” soa como um grito de esperança numa época tão individualista e seca. Cristãos amargos, vazios, “religiosos”, rancorosos, e desesperançados tem ocupado os bancos das nossas igrejas. Nosso modus vivendi tem tropeçado na falta do conhecimento da Palavra de Deus e muitas vezes na incompatibilidade com os preceitos divinos. A proposta de Deus para as nossas vidas é o encontro! O ser humano foi criado para vivenciar encontros que revelem a presença do Altíssimo, abrindo portas para o “outro”, criado à imagem e conforme a semelhança de Deus. Encontros fortalecem a “koinonia” tem por base o amor e o diálogo, promovendo a unidade na diversidade que é tão forte em nossos dias.

A fim de que sejamos um” precisa ser um grito nosso, da nossa igreja, de cada um de nós. Aprender a viver “uns com os outros” desperta avivamentos, encoraja os fracos, cura enfermos, liberta cativos e fortalece a comunidade em que nós vivemos. Nós somos responsáveis pela manutenção do Reino de Deus, quando exercemos nosso dever de rever nossa humanidade, crucifiando o nosso ego e permitindo que os valores de Cristo substituam totalmente os nossos próprios valores (Gálatas 2:20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.). Não digo que seja fácil, mas tentar já é um bom começo, pois o próprio Jesus falou que sua presença se cumpriria quando dois ou três se reunissem em seu nome (Mateus 18:20) Comunhão só a partir de dois, nunca sozinho. É promessa! Jesus estará presente quando exercermos uma comunhão verdadeira. Pense nisso: Nós fomos criado para encontros e não desencontros!

Pr Kelner Alcântara Queiroz

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CONVICÇÃO DA PRESENÇA DE DEUS

Uma das primeiras coisas que pergunto à igreja quando vou ministrar a Palavra de Deus é se as pessoas que vieram ao culto têm, no mínimo, idéia de que O Criador do Universo está presente naquele lugar. Padronizamos nosso relacionamento com Deus de uma maneira básica e desinteressada, talvez por conta da rotina do “ir à igreja”, ou pelo fato de não termos na realidade nenhum tipo de relacionamento com Ele mais comprometido. Entendo que a falta de experiências vivas com Deus, tem mumificado as relações fundamentais do homem com o seu criador. Estamos vivendo em uma geração onde muitos tem buscado ouvir as experiências de outras pessoas. Cultos de poder, profetas os mais diversos, shows e programações que massageiam o ego, em detrimento da necessidade de ter uma busca pessoal, e conhecer a Deus mais de perto. Há muito tempo, ouvi de um missionário que trabalhava evangelizando índios falando da dificuldade da tradução da Bíblia onde costumes se confrontam e não ajudam a sua interpretação. Dizia ele: Em uma grande oca, como traduzir: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mateus 6:6). Ele precisava encontrar uma maneira para que aqueles homens e mulheres entendessem o significado de: “Entra no teu quarto (...) e ora em secreto...” em um contexto totalmente diferente. Era necessário mostrar a eles como ter uma experiência pessoal com o Senhor. Com o tempo ele descobriu que cada índio tinha uma “trilha” pessoal na mata onde só ele podia passar. Então o missionário traduziu assim: “Quando orares toma a tua trilha...” Algum tempo depois um certo índio veio falar ao missionário sobre um amigo dele que não estava orando, então o missionário perguntou: como você sabe disto? Ao que ele respondeu: “O mato da trilha dele está muito alto!” Agora com certeza a compreensão da Palavra de Deus mostrava a diferença de ter ou não ter uma experiência com o Senhor, mesmo em condições totalmente diferentes da nossa. Nossa falta de comunhão com Deus é revelada em nossos caminhos, e muitas vezes o capim da nossa trilha está muito alto.
Você tem convicção da presença de Deus em sua casa? Na igreja onde você freqüenta? Em seus relacionamentos? Se não tem, é porque você necessita de uma experiência com o teu Criador. Foi assim com Natanael. Preste a atenção na leitura abaixo:

João 1:45-51

Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.
Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê.
Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.
Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira.
Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.
Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.
E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.

Natanael possuía um conhecimento básico do Criador, mas não tinha ainda uma experiência com Ele. Por isso comentou com certo sarcasmo: “: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”, mal sabia ele que a sua proximidade com O Cristo iria gerar fé em sua vida. Isso foi o “antes” na vida de Natanael. O “depois” foi o melhor, ele conheceu a Jesus profundamente e ainda recebeu do Senhor a promessa que ainda teria mais experiências com Ele. Ser visto em baixo de uma figueira era muito pouco diante do que Deus queria fazer com ele. Creia que Deus quer estar presente em todos os momentos da sua vida, mas é necessário primeiro que você creia nisto. Ele te ama muito mais do que você imagina e deseja fazer parte da tua vida. Nesta geração tão vazia e materialista O Senhor tem buscado pessoas como você para revelar o seu infinito amor. Você não quer ter uma experiência com Deus? Ele diz assim: “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jer. 29:13) Isso não é só para alguns, é para você também!

domingo, 6 de junho de 2010

O DESAFIO DE CONVIVER

Mateus 6:5-15

5 “E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que
eles já receberam sua plena recompensa.
6 Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.
7 E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos.
8 Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.
9 Vocês, orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.
10 Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
11 Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.
12 Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.
13 E não nos deixes cair ema tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.
14 Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará.
15 Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas.

Conviver (lat convivere) vti e vint Ter convivência, ter intimidade, viver com outrem. Depois de começar e conhecer aqueles que estão ao seu redor, é necessário se integrar no grupo, ou seja, incluir-se de maneira coerente de maneira tal que todos os que estão em seu grupo possam se conhecer melhor, e assim, torná-lo forte. (Dic. Michaellis)

“Aprendemos a voar como pássaros, e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.”
Martin Luher King

A convivência é um grande desafio, pois passa pela regra da intimidade com Deus. Se eu não conseguir “conviver” com o meu irmão voluntariamente, como posso dizer que amo a Deus que não o vejo? (I Jo. 4:20 – “Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.”) Conviver exige de nós pelo menos três atitudes:

1.       A atitude de ter uma comunhão verdadeira com Deus (v. 9b) – Quando Jesus orou “Pai nosso...” Ele estava proclamando a seriedade da convivência revelando o propósito para qual a igreja iria ser constituída. Não existe igreja sem comunhão com Deus e não existe comunhão com Deus sem um relacionamento “maduro” entre irmãos.

ü  Se você ama a Deus precisa amar o seu irmão. É uma ordem! (I Jo. 4:21 “Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.”)
ü  Preciso manter um compromisso verdadeiro com Ele, pois Ele já tomou a iniciativa a nosso respeito. (I Jo. 4:19 “Nós amamos porque ele nos amou primeiro.”)

2.       A atitude de estar no centro da Vontade de Deus. (v. 10b) – Quando nós sentimos que estamos fazendo a vontade do Pai, é a confirmação de que já tenho uma comunhão com Ele. É estar sempre disposto a obedecê-lo sem reservas. Esta atitude me faz reavaliar as posturas tomadas em relação ao meu próximo e resolver todas as pendências com ele.

ü  Fazer a vontade de Deus é Ser discípulo de Jesus.  (João 13: 35 “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”.)
ü  Fazer a vontade de Deus é aprender a conviver aceitando o próximo sem restrições.  (Rm. 15: 7 “Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus.”)

3.       A atitude de perdoar. (v. 12b) – Palavrinha difícil essa que atrapalha a comunhão dos santos. É mais fácil aturar, pra alguns. Não é assim que Jesus ensinou em relação à convivência que precisamos desenvolver com o nosso irmão. Desenvolver um caráter cristão passa sem sombra de duvida pelo poder de perdoar. Quando Jesus diz: “... assim como perdoamos..., arremata que não existe outra via para o perdão de Deus para as nossas vidas, passa pelo funil do relacionamento com o próximo.

ü  Não existe convívio cristão onde não há perdão. (Ef. 4:32) 32 “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.”
ü  A atitude de perdoar precisa ser sincera. (Lc. 17:3-4) “Tomem cuidado.“Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe”.
ü  O perdão traz cura pra você e pra quem você perdoou. (Marcos 2:9-12) “Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os seus pecados estão perdoados, ou: Levante-se, pegue a sua maca e ande? Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados” disse ao paralítico “eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”. Ele se levantou, pegou a maca e saiu à vista de todos, que, atônitos, glorificaram a Deus, dizendo: “Nunca vimos nada igual.”

MANTENDO A UNIDADE (PARÁBOLA ATUAL)

Durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, e juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro.
E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele forte inverno.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, e afastaram-se feridos, magoados, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros.
Doíam muito...
Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados, os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo à longa era glacial.
Sobreviveram...
É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios !
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar !
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração !
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor !
É fácil sentir o amor, difícil é conter sua torrente !


A saúde do seu grupo e a sua, depende de como você convive com seus irmãos. Você precisa deles, ele precisa de você. Estar em comunhão com Deus, fazer sua vontade e perdoar quem lhe ofendeu são pontos básicos para o convívio. Deixa Deus te curar para que você possa aproveitar o melhor da comunhão com os santos ai onde você se reúne.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

EXISTEM AMIGOS DE VERDADE SIM!

Existem fatos em nossas vidas que são inesquecíveis. Em minha memória, guardo boas lembranças da época de colégio. Eu estudei no Colégio Americano Batista em Recife, e havia um momento na semana, chamado lecção, onde reuníamos e entre palestras, cantávamos juntos com os outros alunos. Uma canção, me chamou a atenção e ficou guardado em minha memória, ela fala sobre a amizade verdadeira. Se não esqueci dos detalhes ela é assim:


Se uma boa amizade você tem,
Louve a Deus pois amizade é um bem.
Toda boa amizade você deve conservar,
Como é bom quando se sabe amar.
Amizade vem de Deus e a Deus deve levar,
Como é bom quando se sabe amar.


Uma boa amizade é mais forte do que a morte.
Mesmo longe, na saudade,
a amizade vai ficando até mais forte.
A amizade é na vida uma canção.
A amizade faz cantar o coração.
Ser amigo é fazer ao amigo todo o bem.
Como é bom saber amar alguém!
A amizade vem de Deus e a Deus deve levar.
Como é bom quando se sabe amar!

Amizade é na vida uma canção... 
Amizade faz cantar o coração... 
Ser Amigo é fazer ao amigo todo o bem... 
Como é bom saber Amar alguém!

 A amizade vem de Deus e a Deus...

Poemas como esse são capazes de criar em nós um vínculo de conceitos que nos ajudam a continuar crendo no poder de uma amizade verdadeira. Os valores colocados em nós durante o percurso da nossa vida tem o poder de juntar ou espalhar, construir ou destruir, começar ou nunca tentar. Já passei, desde que cantei pela primeira vez essa música, por experiências que marcaram a minha história em todos os sentidos: Alegrias, decepções, sentimentos de derrota, e muitas vitórias, e dentro deste contexto, os princípios contidos nesta mensagem ficaram marcados profundamente em minha vida o suficiente para crer que a despeito das falsas amizades que se intrometem em nossas vidas, sempre Deus nos proporciona amizades verdadeiras. E é no momento de fragilidade que precisamos desses valores para não desistir de crer que existem ótimas pessoas à nossa disposição para firmarmos amizade e péssimos amigos para testar a nossa paciência e capacidade de perdoar.

Veio escrito no rodapé da agenda que ganhei este ano uma frase assim: “O falso amigo é como a sombra, só aparece quando o sol brilha.” Não veio o autor da frase, mas tem um valor embutido nela. Amigo é aquele que está conosco em todos os momentos da nossa vida, bons ou maus. O amigo de verdade é capaz de nos dizer verdades e nos apontar erros, e se somos amigos dele, em contrapartida, somos capazes de ouvir estas verdades e agradecer a Deus por tê-lo usado. Deus usa os amigos para tratar nosso comportamento, nos pontos que ainda não enxergamos, e para isso é necessário aqui a inclusão da humildade, um quebrantamento que forja a maturidade de que precisamos. Deus não usa os amigos só para nos acompanhar em momentos difíceis ou estar conosco comemorando uma vitória; Ele usa esses amigos para moldar as nossas vidas.

Em Eclesiastes 4:9-12, lemos assim:

9 É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas.
10 Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!
11 E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho?
12 Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.

Que valores você tem acumulado durante o percurso da sua vida? É possível que você esteja magoado com alguém, em quem você confiou, criando em você um sentimento de revolta e conseqüentemente forma-se uma recusa em arriscar conhecer outras pessoas. Os princípios são eternos e tenha certeza que ele formou pessoas como você, corretas, que amam verdadeiramente e que estão prontas a firmar um novo laço de amizade com você. Deus tem preparado para a sua vida pessoas para estarem juntinho a você. Tenha certeza, ainda existem muitos amigos. Relacione-se, coloque Deus entre suas amizades, e assim tenho certeza que você poderá identificar aquele que Deus colocou para você. Quanto aos maus e falsos amigos, ore por eles, pois precisam da graça do Senhor e também podem ser curados. Creia!

Pr. Kelner Alcântara Queiroz